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Comece pelo WIP

Recentemente comecei o curso Software Zen, que foi super recomendado por pessoas conhecidas. O formato é bem diferente de outros cursos, usando o conceito de sprint, retrospectiva, review e princípios lean. São vários conteúdos interessantes, vídeos, artigos e trocas de informações no fórum e grupo no Telegram, ou seja, uma experiência bem rica em termos de aprendizado.

Na última aula foi abordado de forma completa a questão do trabalho em progresso, ou o famoso, work in progress (WIP). Fiz algumas anotações sobre o processo:

  • No WIP está a chave para diminuir o tempo de entrega e aumentar a qualidade. É no Work in Progress que as coisas acontecem.
  • Selecione o que é mais importante, por que você não vai suportar fazer coisas que são menos importantes, isso é ineficácia. A capacidade do time não vai aguentar.
  • Só dá para administrar o WIP se o líder tangibilizar um grande mapa em conjunto das demandas da equipe. Até por que o WIP é muito dinâmico e o Kanban é um mapa/board de um jogo.
  • Quanto mais WIP mais baixa será a qualidade e maior o lead time (Little’s law). Para melhorar a qualidade reduza a quantidade de trabalho em progresso.
  • Lead times curtos geram confiança entre o fornecedor e cliente, ou seja, gerar entregas com frequência.
  • Entregáveis grandes são desmotivadores para o desenvolvedor
  • Coloque o cliente para pensar no business e não na feature, ou seja, ele deve pensar no real problema dele e cabe a nós solucionarmos através de uma feature.

Na minha experiência como PO e coordenadora de projetos, a entrega constante gera uma motivação tanto na equipe, como equipe de outros setores e clientes (usuários do sistema). O importante é priorizar com os principais envolvidos os itens de business, para depois criar as histórias de usuário (produto) e com isso o time criar as tarefas (trabalho).

 

Conhecendo um pouco mais sobre Kanban

Kanban é uma palavra de origem japonesa, cujo significado é “cartão visual”. Sua popularidade vem do Sistema Toyota de Produção, cujo mecanismo básico de operação consiste justamente nos cartões visuais. O principal objetivo é minimizar o tempo necessário para uma idéia se transformar em um ativo de software em produção (Fonte: Adaptworks).

Antes de montar meu primeiro quadro Kanban, pesquisei na Internet imagens de quadros para que eu encontrasse algum que fosse o mais adequado para a empresa. Encontrei vários e salvei todos no meu computador.

Após as primeiras sprints a própria equipe percebeu que seria interessante modificar o quadro, além disso, cada equipe tem uma dinâmica e uma necessidade diferente, com isso, temos quadros adaptados para cada necessidade.

Acho extremamente importante as reuniões de planejamento das sprints (onde a equipe “monta” o kanban), e elas são muito mais produtivas pois a equipe se “obriga” a conversar e detalhar um item e muitas vezes esse compartilhamento permite que um mostre para o outro algo que não tinha sido visto. Outro item importante é o planning poker que ajuda muito nesse planejamento. Abaixo separei algumas imagens de quadros que encontrei na Internet e que acho interessantes.